João Pessoa, 12 de junho de 2012 | --ºC / --ºC Dólar - Euro
Milhares de russos entoaram o grito "A Rússia será livre" em uma marcha pelas ruas de Moscou nesta terça-feira (12) para protestar contra o presidente Vladimir Putin, desafiando as novas medidas do governante para tentar acabar com qualquer manifestação contra seu governo.
Os manifestantes lotaram um boulevard central no primeiro grande protesto desde a posse de Putin em 7 de maio, afirmando que não serão intimidados pelas operações policiais realizadas em casas de líderes da oposição e por uma nova lei que aumenta as multas por ofensas à ordem pública.
"Aqueles que lutavam estavam além do medo", disse Valery Zagovny, ex-combatente soviético no Afeganistão, de 50 anos, levando sua medalha de combate para comprovar isso. "Vamos deixar aqueles atrás dos muros vermelhos do Kremlin assustados."
Debaixo de um forte temporal, alguns brincaram que o clima ruim foi orquestrado pelo próprio presidente para esvaziar o movimento. Com bandeiras russas e gritos contra Putin, eles marcharam apesar da ausência de seus líderes, que foram intimados a depor antes do início dos protestos.
O líder de esquerda Sergei Udaltsov ignorou sua intimação para depor sobre a violência ocorrida num protesto na véspera da posse de Putin e liderou um grupo que marchava com bandeiras vermelhas e gritava "Putin na prisão" e "Todo poder ao povo."
Policiais com capacetes montaram barreiras de metal ao longo do percurso da marcha, mas a presença policial foi menor em relação a outros protestos. Ilya Ponomaryov, parlamentar da oposição, disse que entre 60 mil a 70 mil pessoas compareceram ao protesto, bem mais que os 18.000 estimados pela polícia.
‘Inaceitável’
Putin declarou que os distúrbios sociais e econômicos são inaceitáveis e provocam a divisão do país.
"Tudo aquilo que fragiliza o país e divide a sociedade é inaceitável para nós. Qualquer decisão ou medida que leve a distúrbios sociais e econômicos é inaceitável", disse Putin durante uma recepção para celebrar o feriado nacional russo.
"Toda nossa memória política nacional demonstra isto", completou.
"Para um imenso país multiétnico como a Rússia, o princípio fundamental é o desenvolvimento progressivo e evolutivo", disse o presidente russo.
G1
BIÊNIO 2025-2027 - 26/11/2024