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Apostas online podem causar prejuízo de R$ 3,5 bilhões à economia da Paraíba em 2025

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publicado em 17/01/2025 ás 15h12
atualizado em 17/01/2025 ás 17h09

A Paraíba pode perder até R$ 3,5 bilhões no setor do varejo através do crescimento das apostas on-line no País. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a regulamentação do setor das “bets” vai impactar negativamente o setor comercial e toda a cadeia produtiva do estado em 2025.

O mercado de apostas, conhecido como bets, deve faturar em torno de R$ 240 bilhões ao ano a partir deste ano, quando começa oficialmente a regulamentação imposta pelo governo brasileiro. Segundo uma estimativa da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), R$ 204 bilhões serão distribuídos em prêmios.

Impacto econômico

Os números analisados pela CNC consideraram os impactos econômicos das apostas online em relação a dois cenários distintos. Um deles com gastos de R$ 24 bilhões (gasto mensal) e o outro com R$ 240 bilhões (gasto anual) pelas famílias brasileiras.

De acordo com a pesquisa, mensalmente, a economia da Paraíba sofre perdas estimadas em R$ 259,55 milhões no faturamento total, R$ 160,06 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 13,79 milhões na arrecadação tributária.

Já no cenário anual, os prejuízos do varejo paraibano sobem para R$ 3,5 bilhões no faturamento, R$ 2,2 bilhões no PIB e R$ 127,67 milhões em impostos que deixam de ser recolhidos pelo Estado.

Cenário alarmante

Em 2024, o país enfrentou perda de R$ 103 bilhões do faturamento anual potencial com o redirecionamento dos recursos das famílias para os jogos. A pesquisa que revelou o dado ainda mostra que 1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência por comprometer a renda com as bets.

“Os dados deixam claro que o impacto das apostas vai além do aspecto financeiro, interferindo diretamente na capacidade do comércio varejista e de outros setores importantes para o desenvolvimento do País. A regulamentação, além de promover arrecadação formal, pode mitigar esses desvios prejudiciais”, explica Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.