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A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, submeteu, nesta quinta-feira (27), o recurso da defesa de Padre Egídio de Carvalho contra a decisão que manteve a prisão preventiva do religioso à Primeira Turma da Corte. O julgamento virtual foi marcado para ocorrer entre os dias 4 e 11 de abril.
A submissão foi realizada depois de um recurso impetrado pelos advogados de Egídio, por meio de um agravo regimental, contrariando a decisão da magistrada no último dia 14 de março, quando manteve as suas medidas cautelares.
Na ocasião, a ministra rebateu a tese da defesa do sacerdote que alegava ilegalidade nas medidas. “Pelo demonstrado nestes autos, a prisão preventiva justifica-se em razão da periculosidade do recorrente, consideradas a gravidade concreta da conduta imputada e a necessidade de desarticular a organização criminosa, que seria por ele comandada, evitando-se, assim, a possibilidade de reiteração delitiva”, decidiu.
Agora os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que compõem o Colegiado, vão julgar e votar a decisão de Cármen Lúcia, que relata o pedido.
Padre Egídio de Carvalho Neto cumpre prisão domiciliar desde abril do ano passado, quando precisou realizar uma cirurgia. Ele é acusado de liderar um esquema criminoso que envolve desvio milionário de recursos do Hospital Padre Zé.
Gabriel Albuquerque – MaisPB
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