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acidente fatal

Investigação: ônibus que tombou levava alunos sem cinto de segurança

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publicado em 02/04/2025 ás 15h46
atualizado em 02/04/2025 ás 19h56

O ônibus escolar que tombou na Ladeira do Espinho, em Pilões, na última terça-feira (1º), transportava estudantes sem oferecer a opção para utilizar cintos de segurança nos assentos. Esse é um dos apontamentos iniciais da investigação sobre o acidente,

Em contato com o Portal MaisPB, a Polícia Civil afirmou que a única cadeira que possuía cinto de segurança era o assento destinado ao condutor do veículo. Além disso, segundo a Polícia, o motorista realizava a primeira viagem no ônibus e estava acompanhado do dono do meio de transporte na cabine.

“Não se sabe da experiência do condutor, se ele tem experiência em dirigir com caminhões com estudantes. Isso vai ser ouvido, o responsável pelo ônibus e o responsável pelas contratações da prestação de serviço. Se esse ônibus, antes de começar a prestar serviço ao município passou por uma vistoria, por uma avaliação técnica, se realmente aquele ônibus teria condições de prestar serviço. No primeiro momento, onde eu estive presente e os peritos também presenciaram, a única cadeira, a único lugar que tinha cinto de segurança era a cadeira destinada ao condutor do veículo. As demais cadeiras estavam desprovidas de cinto de segurança”, disse o delegado Basílio Rodrigues.

Possíveis irregularidades

O acidente aconteceu na rodovia PB-077. Além dos dois estudantes mortos, 27 alunos ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital Regional de Guarabira. O delegado Basílio Rodrigues informou que a Polícia Civil vai realizar nova perícia no veículo, pois vislumbra uma série de irregularidades.

“No local do acidente, vislumbramos que o ônibus que transportava os alunos apresentava uma série de irregularidades. No local, nós não tínhamos como verificar tudo isso. Por isso, determinamos que o ônibus fosse removido para o pátio do batalhão de trânsito aqui em Guarabira, onde nova perícia teria que ser analisada. Temos que verificar os tacógrafos, ver as condições de mobilidade e pneus”, relatou.

Interrogado nesta terça-feira (1°), o motorista afirmou de ter mais dez anos de experiência na condução de ônibus e carros similares, muito embora fosse o primeiro dia naquele ônibus. Ele também afirmou categoricamente que desenvolvia uma velocidade média de 30 km por hora, o que a Polícia considera “uma velocidade incompatível para o local”.

“Esse ônibus será periciado no pátio da CPtran, aqui em Guarabira, para que os peritos analisem as condições mecânicas do ônibus. Se realmente houve o rompimento do balão de ar, eles vão verificar se realmente ele desenvolvia a velocidade de 30 km que ele mencionou no seu interrogatório e daí seguir as investigações”, declarou.

Novas investigações

De acordo com o delegado Basílio Rodrigues, o comando das investigações será repassado para o delegado João Amaro, titular da região de Pilões.

“Obviamente, ele vai solicitar da prefeitura de Pilões o contrato de prestação de serviço desse ônibus com o município. Eles vão ver os responsáveis pela celebração do contrato, vão ver as pessoas arroladas lá no local, entre eles o proprietário do veículo, o secretário de transporte de Pilões, enfim, as pessoas que foram responsáveis pela conta”, disse.

A Polícia Civil informou que o tacógrafo, objeto utilizado para medir a velocidade, será crucial para as investigações. A partir do resultado da perícia do objeto, a corporação vai analisar se realmente houve falha mecânica em decorrência do freio excessivo desenvolvido na estrada, já que é uma ladeira muito declinada, onde não se permite dirigir com uma velocidade incompatível para o local.

João Pedro Gomes – MaisPB