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Marcos Pires é advogado, contador de causos e criador do Bloco Baratona. E-mail: [email protected]

Caminhando e conversando

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publicado em 05/04/2025 ás 07h00
atualizado em 04/04/2025 ás 17h38

Um amigo que sabe da minha vida de caminhante mandou as informações que passo a dividir com vocês. Diz ele que nossas duas pernas juntas têm 50% dos nervos do corpo humano, 50% dos vasos sanguíneos e 50% do sangue flui por elas (pensei que era 100%…). É a maior rede circulatória que conecta o corpo. Para melhorar essa circulação você deve caminhar diariamente. Não é à toa que a panturrilha é considerada o nosso segundo coração.

Somente quando os pés estão saudáveis a corrente convencional de sangue flui suavemente, então as pessoas que têm músculos fortes nas pernas definitivamente terão um coração forte. Portanto caminhar é fundamental. Diz ele que o envelhecimento começa dos pés para cima, coisa que eu não sabia. À medida que a pessoa envelhece, a precisão e a velocidade da transmissão de instruções entre o cérebro e as pernas diminuem, ao contrário de quando a pessoa é jovem. Por isso é necessário caminhar.

Além disso, o chamado cálcio fertilizante ósseo será perdido mais cedo ou mais tarde com o passar do tempo, tornando os mais velhos propensos a fraturas ósseas. Caminhar seria bom para ajudar o corpo. Fraturas ósseas em idosos podem facilmente desencadear uma série de complicações, especialmente doenças fatais, como trombose cerebral. Eu não sabia que 15% dos pacientes idosos geralmente morrem no máximo dentro de um ano em consequência de uma fratura do fêmur. Creio que deve ser verdade. Afinal, quem disse entende do riscado. Ele me pediu para dizer a vocês que exercitar as pernas nunca é tarde demais, mesmo depois dos 60 anos, isso porque embora nossos pés/pernas envelheçam gradualmente com o tempo, exercita-los é uma tarefa para toda a vida.

Foi minha vez de dizer o que faltava nas indicações que me mandara usando minha experiência. Formar um grupo de caminhada para conversar abobrinha, andar com pessoas que tenham seu mesmo “pace” e principalmente sentir que pode conversar enquanto caminha. É que segundo Marcio Atalla a melhor maneira de saber do seu limite é essa; conseguir conversar enquanto faz a atividade física.

Caminhar e conversar, o útil e o agradável.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB