João Pessoa, 05 de abril de 2025 | --ºC / --ºC Dólar - Euro
Esta é uma história sobre o fôlego que se exuma dos salões, dos bacanais, da enganação, da violência e reina a ignorância, e são daqueles dias em que não se tinha esperança e 9s fora, zero. Tipo desenterrar defuntos. Tá assustado, tá?
Pensando na ideia de objetividade – palavra que de tão repetida, como Nelson Rodrigues notou, tantas e tontos gestores, doutores, escritores cabeça de papel e tudo tornou-se “um simples brinquedo auditivo”.
A virtude não mora ao lado, mora do outro lado, principalmente, quando o inimigo dá o tom estrito e secamente dessa língua parva e fria, que se pretende reduzida ao osso das evidências, jamais aos ossos do oficio e vem dominando coisas erradas – sempre entre modos de vida.
Quer saber? Sabe até onde vai o homicídio qualificado? Lembra do motivo fútil? Dez tiros, uma facada, afogando, matando. Como se dizia lá em nós… só matando, mesmo!
Como lembrou o formidável Nelson Rodrigues, “na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor”. Mas a onda é outra. As redes sociais não perdoam. Fala-se muito em violência e o sangue dá na canela.
Aquele complexo ´minha casa minha vida´, que está sendo erguido na avenida Beira Rio vai trazer muitas manchetes quentes, fervendo, mesmo com a morte do velho copy desk, estilo dos jornais impressos, que espremidos, jorravam ketchup. Já foi anunciado até ´o pé-de-meia municipal´ Tá craude brô, você e tu, lhe amo.
Tantos crimes nesse efeito de desaprumar à margem das facções que se confrontam e metem medo e tantas vezes com as frases feitas repetidas pelos chefões, anfitriões, roceiros do inferno.
Essa repetição impõe-se as mancadas de funções aplanadoras que nos deixam entregues a mentira na sua encarnação mais somítica. Ainda que chegue em cima da hora, de cara com a catástrofe, tropeça no cadáver ainda quente e toque fogo. Vi uma imagem que viralizou de uma facção que vai ao velório de um inimigo e toca fogo no paletó de madeira, do senhor cadáver desconhecido.
Eu sei de quê ou quem é muito apegado ao dinheiro e não gosta de o gastar. Quando morre, deixa pra quem Mané?
Há riscos em sair de casa à noite? Sempre. A qualquer hora. Risco maior, ainda assim, está por vir, nessa desconfiança absurda e vigilância maníaca e cínica dos podres poderes.
Até o velho Clark Kent , aquele ´Super-Homem´ – se vê relegado à condição de outsider e enfrenta a realidade brutal das cadeias lotadas e muita gente ruim, má, circulando por aí.
Pois, sim. O idiota da objetividade esquece como mesmo ver e escutar, mas não tira o olho da inteligência dos outros. E aí, vai continuar se esquivando?
Kapetadas
1 – Ovos, por favor. Uma dúzia de dez.
2 – Queria ser síndico, só pra começar os avisos afixados nos elevadores assim: “Muito me admira…”
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EM AGENDA NA PB - 04/04/2025