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Paraíba Integrada

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publicado em 02/04/2011 ás 07h09

O título acima corresponde, também, ao do projeto que o Governo do Estado lançou dia 29 de março em solenidade realizada na cidade de Patos (sertão paraibano). E objetiva, mediante incentivo representado pelo desconto de 50% na passagem do segundo ônibus (que o passageiro dependa para complementação da respectiva viagem) disponibilizar melhores condições para os deslocamentos da população, no transporte rodoviário, entre os municípios da terra paraibana.

Foi também do então prefeito desta capital, Ricardo Coutinho, as iniciativas do Terminal de Integração do Varadouro (idéia logo depois ampliada com a Integração Temporal) e da Integração Metropolitana do transporte coletivo urbano da Grande João Pessoa.

O primeiro desses projetos – o do âmbito estritamente municipal – foi e é plenamente exitoso, sobretudo do ângulo das milhares de pessoas que passaram a ter gratuidade no segundo ônibus (que precise utilizar para chegar ao seu destino). Estabeleceu-se, pois, o chamado “bilhete único” que, no dizer do próprio então prefeito pessoense, pôs fim às restrições (ou discriminações) que a classe patronal pudesse ter para a contratação de trabalhadores com residências mais distantes em relação ao local de trabalho, além de diminuir o próprio ônus das pessoas em geral para seus deslocamentos dentro da cidade, especialmente de bairro para bairro.

O segundo projeto – o de âmbito metropolitano –, que é mais recente, corresponde exatamente ao modelo que certamente levou o agora governador do Estado Ricardo Coutinho à decretação desta nova ação intitulada “Paraíba Integrada”. E, a partir de sua própria denominação, esse projeto enche de esperança todos os paraibanos, porquanto traduz a determinação do novo Governo por uma “Paraíba Integrada”, obviamente não só no setor de transporte (que, sem dúvida, significa um serviço essencial para a população e semeador de progresso). Aspira-se, claramente, uma “Paraíba Integrada” na amplitude de suas ações, como instrumento indispensável à racionalidade e alcance da eficácia objetivados pelos projetos elaborados e executados para o desenvolvimento sócio-econômico-cultural do Estado.

Nesse objetivo por uma “Paraíba (cada vez mais) Integrada”, quem sabe não valesse a pena uma reflexão sobre a essencialidade da desconcentração do desenvolvimento, a partir, inclusive, da criação de um novo centro (cidade) político-governamental do Estado, na mesma visão que levou a capital brasileira para o centro geográfico da Nação (Brasília), em nosso caso situando-nos em torno de Taperoá. Se não nos fizemos entender, melhor nos explicitaremos em uma outra ocasião, reconhecendo, desde já, que desconcentração nessa visão geográfico-político-governamental sempre gera polêmica… muita polêmica.