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Graduada em direito e pós graduada em direito criminal e família, membro da academia de letras e artes de Goiás, tenho uma paixão pela escrita Acredito no poder das palavras para transformar realidades e conectar pessoas

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publicado em 04/03/2025 ás 07h00
atualizado em 03/03/2025 ás 19h02

Por um instante, o silêncio do grito solto ficou parado no ar, como se o mundo contivesse a respiração. A atriz Fernanda Torres estava na platéia e a qualquer momento seria chamada para receber o Oscar de  melhor atriz de filme estrangeiro, pelo tão aclamado Ainda Estou Aqui, o longa de Walter Salles.  Então, vuma explosão de emoções irrompeu: choros, abraços imensos, e vídeos viralizando nas redes sociais, a alegria contagiante dos brasiliros em pleno carnaval, que comemorava como se tivesse conquistado a Copa do Mundo. Ou seja, “Ainda Estou Aqui” recebeu o prêmio de melhor filme internacional, e naquele momento, o Brasil não apenas celebrou uma vitória cinematográfica, mas também resgatou sua alma, já que não temos noticia de Hexa.

A história de Eunice, interpretada por Fernanda Torres, é um retrato vívido da resistência e da luta por direitos de cada um, numa época cruel em que viviamos a ditadura no Brasil.  Ela não é apenas a personagem; é um símbolo de todas as vozes que clamam por reconhecimento e respeito.

Uma mulher que se ergue diante da opressão, levantando a bandeira dos direitos das pessoas marginalizadas e lembrando a todos que o direito de existir e ser respeitado é inalienável.

Através do cinema, Eunice nos apresenta as lutas por identidade, liberdade e justiça. Sua trajetória nos ensina que mesmo na dor e no sofrimento, é possível não temer os desafios impostos por regimes opressivos. Ela é o farol de esperança em meio à escuridão, mostrando que a resistência, repeito, é uma forma poderosa de afirmar nossa humanidade.

Este filme vai além do entretenimento; ele provoca reflexão e ação. Fala sobre direitos, conquistas e as batalhas que ainda precisam ser travadas. Cada cena carrega um peso significativo, como se cada palavra fosse um grito silencioso contra as injustiças que ainda permeiam a sociedade.
E assim, celebramos não apenas a vitória nas premiações, mas também a força do cinema brasileiro em contar histórias que importam. Um belo gol que ecoa nas almas dos brasileiros e ressoa pelo mundo afora. Parabéns ao cinema nacional! Que essa chama de resistência continue a brilhar intensamente, iluminando os caminhos das futuras gerações.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB